Painel discute Soluções Tecnológicas e Eficiência Operacional, reforçando a integração entre fornecedores e operadoras no PNQS 2025

Dando sequência à programação do PNQS em Campinas, a manhã desta quinta-feira (27) avançou para mais um bloco de alto impacto com o Painel de Soluções Tecnológicas e Eficiência Operacional, um encontro dedicado ao diálogo direto entre operadoras de saneamento e empresas fornecedoras que vêm liderando inovação, digitalização e sustentabilidade no setor.

Josivan Cardoso Moreno, diretor nacional da ABES, abriu o painel destacando que os Summits do PNQS “são momentos de interação e articulação técnica”, essenciais para aproximar quem desenvolve tecnologia de quem opera serviços diariamente. Ao lado dele, a moderação ficou por conta de Adriana Manicardi, da Sabesp, que lembrou que “a tecnologia e a inteligência artificial já estão no centro dos grandes cases do setor – e este painel mostra isso de forma concreta”. 

O debate contou ainda com a participação do debatedor Fernando Garayo, gerente de Meio Ambiente e Qualidade da Águas Guariroba (AEGEA), que reforçou a relevância do encontro: “Hoje vamos conhecer soluções inovadoras de empresas referência, nacionais e multinacionais, que fazem parte do Brasil que constrói e entrega. Operadores dependem da inovação dos fornecedores. Eles melhoram a nossa vida na operação, na manutenção e no avanço rumo à universalização”.

Inovação aplicada: eficiência, inteligência artificial e sustentabilidade

O primeiro palestrante foi Alexandre Rodrigues, gerente nacional de vendas da PAM Saint-Gobain, empresa centenária que mantém inclusive uma unidade florestal de 21 mil hectares responsável por sua neutralidade em carbono. Ele apresentou duas soluções que já estão transformando o setor: o Control+ e o Filtralite.

O Control+, presente no Brasil há apenas dois anos, é um anel com ranhura e bocal que garante estanqueidade na montagem de tubos de ferro fundido dúctil, complementando os testes hidrostáticos realizados em fábrica. O dispositivo elimina falhas de montagem, evita retrabalhos, protege sistemas contra prejuízos que podem chegar a cinco vezes o custo da correção e representa apenas 1% do valor da obra – com grande impacto em eficiência.

Já o Filtralite, solução de argila expandida utilizada em estações de tratamento de água, permite ampliar a capacidade de filtração, reduzir custos operacionais e estender a vida útil da infraestrutura. A tecnologia ainda diminui a pegada hídrica, o consumo de energia e as emissões de CO₂, sendo um material completamente isento de aditivos químicos e utilizado até como adubo, reforçando o compromisso ambiental.

Na sequência, Eduardo Araújo, diretor da Engeform, apresentou o histórico de inovação da empresa, com 49 anos de atuação e mais de 650 mil empreendimentos entregues, e demonstrou como processos estruturados e gestão do conhecimento impulsionam avanços reais.

Ele trouxe dois cases de obras complexas:

ETE Parque Novo Mundo (Sabesp): segunda maior estação de tratamento de esgoto da companhia, exigiu estudo de mais de dez rotas tecnológicas para garantir a melhor solução de CAPEX e OPEX. Para cumprir prazos rigorosos e atender 2,4 milhões de pessoas, a obra utilizou paredes pré-moldadas e protegidas, permitindo a implantação de 12 tanques em menos de um ano, sem interromper a operação da ETE. Um modelo inovador de engenharia simultânea permitiu identificar interferências e adaptar a obra conforme avançava.

ETE Grande Terra Vermelha (Espírito Santo): estação de 150 L/s totalmente automatizada, com energia autossustentável e conceito de biorrefinaria.

Em seguida, Augusto Neto, CEO da Will, apresentou o modelo escalável de eficiência operacional. A solução combina captação de dados em campo com inteligência artificial, apoiada por uma rede de 40 mil usuários distribuídos pelo país que respondem em até 15 minutos. Por meio do aplicativo Wily, esses usuários atuam como “olhos em campo”, registrando imagens que alimentam três produtos de IA responsáveis por identificar problemas, classificar ocorrências e orientar decisões das operadoras.

Representando a Vita Ambiental, Ariane Albuquerque, head de projetos, apresentou sistemas de otimização de processos e controle de dados em tempo real, reforçando a importância da automação no ganho de produtividade e no monitoramento de indicadores operacionais.

Fechando o painel, Maurício Salles, da Arcadis, explicou como a multinacional, fundada na Holanda, traz para o Brasil tecnologias que já são referência global. Ele destacou a plataforma Enterprise Decision Analytics (EDA), solução de análise multicritério que apoia operadoras na priorização de investimentos, otimização de ativos e tomada de decisões complexas. Os benefícios incluem redução de custos em até 35% e ganhos de eficiência de tempo de até 80%, resultados obtidos por uma modelagem robusta e escalável baseada em dados.

Convergência entre tecnologia e operação

Ao final das apresentações, o debatedor Fernando Garayo reforçou o papel estratégico das fornecedoras na universalização: “Estamos falando de cerca de R$ 800 bilhões necessários para levar água e esgoto a todos os brasileiros. Não chegaremos lá sem inovação. Esses cases mostram o quanto o setor privado e tecnológico já está preparado para entregar”.

Adriana Manicardi, diretora de suprimentos da Sabesp e conselheira da ABES Nacional, concluiu destacando a qualidade das soluções apresentadas e a centralidade da inteligência artificial no avanço do saneamento: “É muito significativo ver como IA, digitalização e engenharia avançada estão se tornando realidade cotidiana das operadoras”.

O painel reforça a missão do PNQS de promover integração, compartilhamento técnico e inovação, pilares essenciais para que o país avance com consistência na universalização e na modernização de seus sistemas de saneamento.

Benchmarking na prática marca painel inédito do PNQS 2025 e reforça a força coletiva do saneamento brasileiro

O PNQS 2025 estreou um dos momentos aguardados da programação deste ano: o painel de benchmarking na prática, um espaço totalmente dedicado à troca de experiências reais entre companhias de saneamento. A proposta foi simples e poderosa, cada empresa analisou o Sumário de Gestão de outra operadora e levou ao palco percepções, aprendizados e práticas capazes de fortalecer o setor no caminho da universalização. Mediado pela engenheira Amanda Alves de Lima, da Sanasa Campinas, o painel foi inaugurado com uma mensagem que sintetizou o espírito da atividade: olhar para o vizinho, aprender com sua prática e transformar a gestão do próprio negócio. “Esse é o objetivo do benchmarking: usar cases concretos para inspirar melhorias reais”, afirmou Amanda, ao dar as boas-vindas aos participantes.

A troca envolveu empresas públicas, privadas, consórcios, agências reguladoras e unidades operacionais de diversas regiões do país, demonstrando que a diversidade de modelos fortalece o ecossistema do saneamento. A Ares-PCJ e o CISAB (Consórcio Intermunicipal de Saneamento Básico) da Zona da Mata abriram a sessão destacando como práticas consolidadas e inovadoras podem gerar impacto direto em pequenas, médias e grandes estruturas. A Cisab destacou que o sumário de gestão da Ares-PCJ apresenta uma ouvidoria integrada, pesquisas de satisfação amplamente divulgadas e o uso de tecnologias como Python e Sonar para qualificação de dados e aprimoramento da tarifa social. O CISAB, por sua vez, destacou  o fortalecimento da segurança digital, o uso de políticas de acesso e o avanço em pesquisa de clima organizacional pela Ares-PCJ.

Na análise da Águas do Mirante sobre o sumário de gestão da Saneago do distrito Rio verde, chamou atenção a força dos projetos sociais e a consistência da comunicação com a população, refletindo o cuidado em aproximar os serviços de água e esgoto das comunidades atendidas. Já o representante da Saneago do distrito Rio Verde, ao avaliar a Cedae, destacou a potência de uma das maiores companhias do mundo, responsável por mais de 1 bilhão de metros cúbicos de água produzidos anualmente, com centenas de milhares de análises laboratoriais e um sistema de inteligência artificial capaz de prever anormalidades em mananciais, acelerando decisões e prevenindo crises.

A Cedae, ao analisar a Superintendência Regional do Interior da Saneago (Suint), reforçou a robustez de uma estrutura orientada por indicadores, gestão de competências e integração entre planejamento, gestão de riscos e qualidade operacional. Na avaliação da PPP da Cedae com a Aegea, realizada por representante da Saneago Suint, emergiu a importância de uma cultura orientada ao negócio, com forte presença do diálogo comunitário e da construção da licença social para operar, demonstrando que modelos público e privado podem se aproximar e aprender entre si.

O representante da Aegea Espírito Santo, ao avaliar a unidade de Morrinhos da Saneago, destacou a maturidade da gestão de riscos baseada na ISO 31000, a governança ativa com comitês setoriais, o mapeamento de riscos críticos e um processo estratégico anual consolidado, alinhado a pilares ESG. Já a equipe de Morrinhos, ao analisar a Aegea, ressaltou iniciativas de relacionamento com clientes detratores, planos de atendimento emergencial integrados ao Corpo de Bombeiros e programas robustos de bem-estar, saúde mental e gestão operacional com monitoramento inteligente de pressão, uso de satélites e investimentos em energia fotovoltaica.

Fechando o painel, a Águas do Rio apresentou sua avaliação sobre a Saneago de Porangatu, destacando práticas como a emissão de fatura em braile, iniciativas de inclusão e acessibilidade, instalação de filtros de odor em elevatórias e políticas internas de prevenção e apoio em saúde.

O painel consolidou um movimento coletivo de aprendizado e colaboração. Ao reunir tantas experiências distintas e complementares, o PNQS reforçou seu papel como espaço de excelência, onde a gestão se transforma em prática e a prática se converte em melhoria contínua. A edição de 2025, mais uma vez, demonstrou por que o prêmio segue reconhecido como o Oscar do Saneamento, um encontro onde inspiração, técnica e compromisso se unem de um mesmo propósito, que é levar qualidade, eficiência e dignidade para milhões de brasileiros.

PNQS 2025 abre programação desta quarta (26) com painel internacional e apresenta aprendizados da missão técnica da ABES na Espanha

O PNQS 2025 iniciou sua programação abordando um dos pilares do prêmio: o benchmarking como ferramenta estratégica para elevar a gestão do saneamento no Brasil. O Painel 1 – Benchmarking Internacional: Aprendizados da Missão ABES 2025 reuniu especialistas da Espanha, Estados Unidos e Brasil para compartilhar práticas, tecnologias e modelos de governança observados durante a missão internacional realizada pela ABES em 2025.

Moderado pelo consultor técnico do PNQS, Carlos Schauf, o painel trouxe uma análise abrangente sobre como países com alto grau de universalização estruturam suas políticas de eficiência, inovação e resiliência, elementos essenciais para acelerar o avanço do saneamento brasileiro.

A diretora de Relações Internacionais da DAQUAS, Belém Ramos, abriu o debate destacando o cenário espanhol e seus desafios contemporâneos. Segundo ela, a Espanha enfrenta uma dispersão de poderes e a ausência de um regulador único, o que cria assimetrias na qualidade dos serviços. Belém ressaltou ainda a necessidade de fortalecer a percepção de valor da água pela sociedade e avançar na inovação: “Hoje lidamos com escassez, eventos extremos e baixa valorização tarifária. Precisamos de mais digitalização, circularidade, água de reúso e dessalinização. Foi um prazer receber a missão da ABES e ver como a cooperação pode tornar visível a experiência de ambos os lados”, afirmou.

Em seguida, Sonia Mucciolo, líder de Desenvolvimento de Negócios para a América Latina na Xylem, apresentou tecnologias aplicadas em sistemas de ponta, como o de Valência, uma das cidades com maior número de medidores inteligentes do mundo. Sonia detalhou o funcionamento da plataforma integrada Omnion Hub, hoje utilizada por mais de 400 empresas, e destacou que a transformação digital é o caminho para rendimento operacional, redução de perdas e eficiência no uso da água.

A perspectiva norte-americana, decorrente do Programa WiSE da ABES/BID/USWP de 2025, foi apresentada por Carlos Almeida, gerente sênior de operações e manutenção da DC Water, de Washington DC. Ele explicou que a companhia opera o sistema de distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto, e conduz políticas sociais robustas para apoiar famílias de baixa renda com descontos em faixas variadas e investigação de vazamentos intradomiciliares. Carlos também destacou iniciativas que unem sustentabilidade e recuperação de recursos, como a planta de hidrólise térmica que transforma lodo em fertilizante comercializado como Bloom. “É um ciclo completo: tratamos esgoto, recuperamos nutrientes, vendemos o fertilizante e ainda geramos energia elétrica. A inovação amplia o impacto ambiental e social”, reforçou. Ele também citou os grandes túneis de contenção que impedem que esgoto e lixo cheguem aos rios de Maryland e de Washington, contribuindo para a recuperação de ecossistemas locais.

Fechando o painel, o gerente corporativo de Engenharia e Operações da Grupo Águas do Brasil e participante da Missão Internacional ABES 2025, Luís Felipe Gonçalves, apresentou os aprendizados da imersão técnica em Barcelona e Valência. Ele destacou os sistemas europeus de manutenção preditiva, modelos de resposta a desastres e práticas de resiliência hídrica. “Vimos simulações completas de manutenção, planejamentos estruturados para eventos extremos e o ciclo perfeito da água: o efluente tratado é requalificado, devolvido ao rio e retorna ao abastecimento. Isso só é possível com alinhamento entre setor privado, autoridades sanitárias e reguladores”, explicou. Luís Felipe também relatou a atenção dada ao reuso potável indireto e às estruturas de contenção.

O debate reforçou que o PNQS, reconhecido como o “Oscar do Saneamento”, consolida seu papel ao impulsionar uma cultura de excelência fundamentada na comparação internacional e no intercâmbio de soluções. Ao trazer experiências de países avançados, o prêmio contribui para que o saneamento brasileiro avance com mais eficiência, segurança e inovação, sempre com foco no impacto para o usuário final e no compromisso com a universalização.

ABES abre PNQS 2025 em Campinas com debate nacional sobre os rumos do saneamento

Campinas recebeu, nesta terça-feira (25), a cerimônia de abertura do Prêmio Nacional da Qualidade em Saneamento (PNQS), considerado o “Oscar do Saneamento” e reconhecido como o único prêmio dedicado à excelência em gestão do setor em todo o mundo. A noite começou com uma apresentação emocionante: a cantora Naty Morais interpretou o Hino Nacional acompanhada pelo Quinteto de Cordas da Orquestra Sinfônica de Campinas, dando o tom solene ao evento que reúne as principais lideranças e companhias do país.

O presidente nacional da ABES, Marcel Sanches, declarou aberta a edição de 2025 e destacou o caráter dinâmico e transformador do prêmio. Segundo ele, o PNQS se consolida como um movimento vivo, que estimula cada companhia de saneamento a refletir sobre os impactos de suas decisões, fortalecer a gestão e ampliar a eficiência. Marcel reforçou a dimensão nacional e internacional da iniciativa, lembrando a missão de estudos realizada recentemente na Espanha, e enfatizou que mais de 850 organizações já participaram do programa, formando uma rede sólida de profissionais comprometidos com qualidade, inovação e universalização.

A programação da noite seguiu com o painel inaugural “Caminhos estratégicos para o desenvolvimento do saneamento”, reunindo Célio Bertolo Pereira, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA); Ester Feche Guimarães, diretora de Serviços de Água e Saneamento da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo; Marco Antônio dos Santos, diretor técnico da Sanasa representando o prefeito de Campinas, Dário Saad; e Pedro Cláudio da Silva, diretor da Sanasa representando o presidente Manuelito Magalhães Júnior. A mediação foi conduzida por Josivan Cardoso Moreno, secretário-geral do Comitê Nacional da Qualidade da ABES, que abriu a discussão ressaltando que as transformações do setor acontecem ano após ano graças ao trabalho diário dos profissionais que fazem o saneamento se mover no país.

Em sua fala, Ester Guimarães destacou o protagonismo feminino no setor, reforçando o papel da ABES em abrir espaços de liderança para as mulheres e lembrando que debates sobre infraestrutura, saúde coletiva, sustentabilidade e regulação precisam incorporar essa pluralidade de perspectivas. Ela abordou a importância de políticas públicas estáveis, capazes de assegurar previsibilidade e continuidade aos projetos, e chamou atenção para desafios como desigualdades regionais, mudanças no regime de chuvas, ausência de políticas robustas de drenagem e a necessidade de modelos inovadores de engenharia aliados à revisão de parâmetros técnicos. Para ela, enfrentar eventos climáticos extremos e garantir segurança hídrica exigirá o envolvimento de múltiplas partes interessadas e o fortalecimento da gestão pública.

Célio Bertolo reforçou que não há desenvolvimento sustentável sem universalização, e defendeu que o conceito deve ser incorporado como meta essencial. Ele apontou desafios históricos do setor, como as lacunas na cobertura de áreas rurais, e lembrou que as mudanças climáticas afetam diretamente a infraestrutura de saneamento. Destacou ainda que o país enfrenta vazios regulatórios em muitos municípios e que a ANA trabalha, desde 2020, para harmonizar normas e fortalecer a regulação, especialmente em territórios mais vulneráveis.

Falando a partir da experiência municipal, Marco Antônio dos Santos ressaltou que Campinas antecipou em dez anos o atendimento às metas do marco regulatório e que esse desempenho está ligado à continuidade administrativa e ao planejamento de longo prazo. Segundo ele, não é possível construir políticas sustentáveis sem metas claras, estratégias alinhadas e processos internos avaliados com rigor. Ele lembrou que “levar água e esgoto é levar dignidade” e ressaltou a contribuição do PNQS ao oferecer diretrizes e indicadores que aprimoram a gestão.

Pedro Cláudio da Silva apontou que o maior desafio para o setor é alcançar a universalização até 2033, o que exigirá investimentos expressivos e condições macroeconômicas favoráveis. Ele alertou que as altas taxas de juros dificultam a execução dos investimentos necessários e destacou que, a partir de 2026, as companhias terão a obrigatoriedade de implementar as normas de sustentabilidade, algo que a Sanasa já iniciou, mas que representa um desafio significativo para muitas operadoras do país.

Na etapa final do debate, os participantes convergiram sobre a necessidade de combinar eficiência, planejamento e políticas que garantam equidade entre regiões. Ester reforçou que o capital privado é fundamental, mas insuficiente em alguns contextos, destacando programas estaduais que buscam equilibrar economicamente contratos e assegurar atendimento integral aos municípios. Célio lembrou que, em regiões onde predomina a tarifa social, a presença do Estado é indispensável para garantir sustentabilidade e continuidade dos serviços. Josivan concluiu que financiamento, qualidade de projetos e capacidade de execução serão temas centrais para o futuro da universalização no país.

A cerimônia terminou com o tradicional sorteio da ordem dos cases que serão apresentados no Seminário de Benchmarking, etapa essencial para que companhias de todo o Brasil compartilhem seus resultados, aprendizados e métodos de excelência.

PNQS

Criado em 1997, o PNQS adota o MEGSA, considerado o modelo de excelência mais avançado do mundo para a gestão em saneamento. É a partir dessa metodologia que são avaliadas as categorias AMEGSA, IGS, PEOS, PGA, SQF e SQR. O ciclo anual envolve a análise das candidaturas, o Seminário de Benchmarking , um espaço em que as melhores práticas são compartilhadas, e culmina com a cerimônia que consagrou o prêmio como referência global no setor.

PNQS 2025 abre oficialmente sua 28ª edição com foco em excelência na gestão do saneamento

Evento reúne lideranças nacionais para discutir desafios, oportunidades e estratégias rumo à universalização dos serviços no Brasil.

O Prêmio Nacional de Qualidade em Saneamento (PNQS) 2025, promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), começa na noite desta terça-feira (25) e reúne especialistas, gestores e líderes das principais empresas de saneamento do Brasil para discutir os desafios e avanços do setor.

A cerimônia de abertura do “Oscar do Saneamento” no Brasil, marcada para às 19h30, contará com o painel “Saneamento: Caminho estratégico para o desenvolvimento sustentável”, no Royal Palm Tower Campinas (Anhanguera), em Campinas (SP). O maior programa de benchmarking da gestão do saneamento no país acontece até o dia 27 de novembro.

A mesa abordará temas como o papel estratégico do saneamento para o alcance das metas de universalização, a importância da inovação e da eficiência para impulsionar a competitividade das empresas do setor e a contribuição do saneamento para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O PNQS 2025 oferece uma série de painéis e sessões temáticas focadas em eficiência operacional, universalização dos serviços e modernização da infraestrutura de saneamento. Os participantes têm a oportunidade de debater soluções inovadoras que impulsionam a qualidade e a sustentabilidade dos serviços de saneamento no Brasil.

A programação inclui 54 casos de sucesso, nos quais organizações reconhecidas compartilharão suas melhores práticas, contribuindo para a disseminação do conhecimento e o aprimoramento contínuo do setor em todo o país. Ao todo, 17 empresas participarão do evento, sendo 13 reconhecidas com o Troféu Quíron e 4 com a placa de Destaque em Gestão.

Ao longo de suas 28 edições, o PNQS busca inspirar as empresas a adotarem práticas cada vez mais inovadoras e sustentáveis, contribuindo diretamente para a universalização do saneamento no Brasil e para a melhoria da qualidade de vida da população.

Sobre o PNQS

O PNQS é reconhecido como uma das mais importantes premiações de qualidade em saneamento no Brasil, destacando empresas e iniciativas que se sobressaem em gestão, inovação e sustentabilidade. A edição de 2025 reforça o compromisso da ABES em promover a excelência no setor, incentivando a troca de experiências e a implementação de práticas que contribuam para a universalização e a melhoria dos serviços de saneamento no país.

PNQS 2025: ABES promove em Campinas o principal prêmio do saneamento entre os dias 25 e 27

A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) realizará, entre 25 e 27 de novembro, no Royal Palm Tower Campinas (SP), a edição 2025 do Programa Nacional de Qualidade do Saneamento (PNQS) – reconhecido nacionalmente como o “Oscar do Saneamento” por premiar e disseminar as melhores práticas de gestão, eficiência operacional e inovação no setor.

É a primeira vez que Campinas recebe o evento, em um momento decisivo para o saneamento brasileiro, marcado por desafios como a busca pela universalização, a modernização da gestão, a digitalização dos serviços e a necessidade de soluções mais resilientes diante das mudanças climáticas. A região metropolitana de Campinas, referência em inovação e polo de importantes operadores e fornecedores, foi escolhida para sediar o encontro justamente por reunir um ambiente propício à troca de experiências técnicas e ao avanço da gestão.

“O PNQS é um espaço único no Brasil. Ele traduz, ano após ano, o quanto o saneamento pode evoluir quando gestão, conhecimento técnico e compromisso público caminham juntos”, afirma Marcel Sanches, presidente nacional da ABES. “Realizar essa edição em Campinas reforça nosso propósito de aproximar o evento de um dos ecossistemas mais inovadores do país.”

“Para Campinas, cidade que já tem seus serviços de saneamento universalizados desde 2023, é um orgulho ser anfitriã desse evento. Será uma grande oportunidade de discutir temas importantes como o saneamento e as mudanças climáticas, além de contribuir para que os municípios da nossa região também avancem mais no setor”, destaca Dário Saadi, prefeito de Campinas.

O PNQS se consolidou como o “Oscar do Saneamento” porque, ao longo de sua trajetória, tornou-se o mais criterioso e reconhecido programa de avaliação e reconhecimento das melhores práticas de gestão no setor. Seu modelo de análise, baseado no MEGSA, garante qualidade técnica e rigor metodológico na seleção dos premiados. Além disso, o programa gera benchmarking real, permitindo que empresas finalistas e vencedoras compartilhem cases, metodologias e resultados que podem ser aplicados em diferentes contextos, impulsionando ganhos concretos de desempenho.

Ao fomentar uma cultura de gestão sólida, o PNQS estimula a inovação, a modernização dos serviços e a busca por padrões cada vez mais elevados de eficiência, iimpacto que chega diretamente ao usuário final, na forma de serviços mais qualificados, seguros e sustentáveis. Outro fator determinante para sua relevância é a capacidade de mobilizar todo o país, reunindo anualmente operadoras estaduais, municipais, privadas e regionais, além de reguladores e fornecedores, em um ambiente plural e colaborativo.

Com essa amplitude, o PNQS também cria uma verdadeira rede de aprendizado contínuo, capaz de disseminar soluções e práticas que se multiplicam e elevam o patamar do saneamento brasileiro como um todo. “Esse é o momento em que todo o setor se reúne para aprender uns com os outros, celebrar resultados e olhar para o futuro com responsabilidade e estratégia”, destaca Marcel Sanches.

“A Sanasa é um exemplo de crescimento, inclusive, dentro do PNQS. Começamos em 2021, quando fomos reconhecidos duas vezes. No ano passado, recebemos o troféu Quíron Ouro nível II e agora, mais uma vez, seremos reconhecidos por mais um ‘Oscar do Saneamento’, o troféu Quíron Platina nível III. Toda essa evolução demonstra como corpo técnico qualificado e boa gestão trazem resultados para beneficiar Campinas”, explica Manuelito Magalhães Júnior, presidente da Sanasa.

Programação 2025

A programação inclui:

  • Abertura oficial com debate sobre os desafios atuais do saneamento
  • Painel sobre benchmarking internacional e aprendizados da Missão Técnica ABES
  • Sessões de apresentação dos cases finalistas
  • Painéis específicos sobre melhor desempenho operacional e gestão
  • Lançamento do ciclo MEGSA 2026
  • Cerimônia de Premiação das categorias do PNQS

As categorias contemplam: MEGSA / AMEGSA, Selo de Qualidade dos Fornecedores (SQF), Selo de Qualidade de Reguladores (SQR), Inovação da Gestão em Saneamento Ambiental (IGS), Eficiência Operacional (PEOS) e Prêmio de Gestão de Ativos (PGA).

Campinas como palco em 2025

A realização do evento na cidade fortalece a articulação entre setor produtivo, universidade, inovação e políticas públicas. A região abriga grandes prestadores de serviços, centros de pesquisa e um ecossistema tecnológico pujante — elementos essenciais para a agenda de modernização do saneamento.

“Queremos que as discussões de Campinas se traduzam em avanços concretos para o país inteiro”, reforça Marcel.

Inscrições

As inscrições estão abertas no site oficial: www.2025.pnqs.com.br

Sobre a ABES

Com 59 anos de atuação, a ABES é a maior e mais antiga entidade do setor de saneamento no Brasil, reunindo especialistas, empresas operadoras, reguladores, pesquisadores e instituições públicas. Seu trabalho envolve produção de conhecimento, capacitação, formulação de agendas estratégicas e fortalecimento da governança do saneamento no país.

Inscrições abertas para as categorias do novo ciclo do PNQS 2025

O momento de reconhecer a excelência do seu trabalho chegou! Estão abertas as inscrições para o novo ciclo do Prêmio Nacional da Qualidade em Saneamento – PNQS 2025, nas categorias IGS/PEOS e PGA.

O objetivo é captar, selecionar e disseminar os melhores cases de operadores, fornecedores e reguladores, promovendo o reconhecimento público dessas iniciativas de destaque no setor de saneamento.

As candidaturas devem ser feitas diretamente pelo site, na aba SINP – item “Candidaturas”.

📅 Prazo: até 15 de agosto

📲 Acesse: app.pnqs.com.br

As organizações com as melhores práticas serão reconhecidas no Seminário de Benchmarking do PNQS e terão seus cases divulgados nacionalmente.

Não fique de fora. Valorize sua equipe, compartilhe seus resultados e inspire o setor!

Summit 2024 da ABES: Inovação e Eficiência na Universalização do Saneamento no PNQS 2024

Rio de Janeiro, 4 de dezembro de 2024 – O Summit 2024, promovido pela ABES no Prêmio Nacional da Qualidade em Saneamento (PNQS), reuniu especialistas, lideranças e representantes de toda a cadeia do saneamento para debater soluções inovadoras e os desafios impostos pela meta de universalização do saneamento básico no Brasil até 2033. A abertura foi conduzida por Samanta Souza, coordenadora do Comitê Nacional da Qualidade (CNQA) da ABES, que destacou os desafios latentes enfrentados pelo setor, incluindo o impacto do Novo Marco Legal do Saneamento, os processos de desestatização e o reposicionamento das operadoras públicas.

 “O marco nos impõe uma velocidade e volumetria de investimentos muito alta. Como vamos até 2033 universalizar com eficiência operacional e inovação tecnológica? É sobre isso que vamos falar”, destacou Samanta. 

Ela reforçou também a importância de uma troca de experiências que favoreça toda a cadeia, incluindo fornecedores, reguladores e concessionárias, para que a universalização do saneamento seja alcançada de maneira eficiente, sustentável e inovadora.

Painel: Eficiência na Operação – Atualização Tecnológica e Geração de Valor

Moderado pela representante da ABCON, Ilana, o painel trouxe à tona discussões fundamentais sobre como a eficiência operacional é peça-chave para o sucesso da universalização. A meta, estabelecida pela legislação, prevê 99% de abastecimento de água e 90% de coleta e tratamento de esgoto até 2033, abrangendo principalmente populações vulneráveis.

Os palestrantes apresentaram diferentes aspectos do tema, como: redução de Perdas, eficiência Energética, tecnologias avançadas e financiamento e Sustentabilidade. 

O painel trouxe à tona discussões fundamentais sobre como a eficiência operacional é peça-chave para o sucesso da universalização. A meta, estabelecida pela legislação, prevê 99% de abastecimento de água e 90% de coleta e tratamento de esgoto até 2033, abrangendo principalmente populações vulneráveis.

Carlos Berenhauser, CEO da Enops Engenharia, destacou a relevância dos indicadores de perdas como principal medidor de eficiência e apresentou soluções como contratos de performance voltados para a redução de perdas na distribuição de água.

Eduardo Moreno, da Vitalux, abordou o impacto do custo da energia elétrica no saneamento, que representa até 80% do consumo nos sistemas de bombeamento. Ele enfatizou ações como modernização de sistemas, substituição de bombas e investimentos em autoprodução de energia, como fotovoltaica como forma de otimização. 

Marcos Uliana, da Job Engenharia e Soluções Ambientais, apresentou a aplicação de tecnologias avançadas para medir e monitorar a qualidade da água e garantir processos otimizados, destacando exemplos práticos de inovação tecnológica.

Renan Magalhães, da Águas do Rio, reforçou a necessidade de captação de recursos externos para atender os investimentos estimados em R$ 900 bilhões necessários para a universalização, além de integrar estratégias de eficiência energética ao planejamento hidráulico.

Painel: Universalização – desafios de expansão e modernização da infraestrutura de saneamento

O segundo painel do Summit 2024 da ABES, no PNQS 2024, trouxe um debate profundo sobre os desafios para alcançar a universalização do saneamento básico no Brasil. Especialistas destacaram que o processo vai muito além da engenharia, envolvendo planejamento integrado, inovação tecnológica, inclusão social e sustentabilidade.

O debate destacou que alcançar a universalização do saneamento básico exige um esforço conjunto que combine planejamento técnico, engajamento social, investimentos robustos e inovação tecnológica. Apesar dos desafios, os participantes ressaltaram que é possível avançar com soluções integradas e parcerias entre o setor público e privado, trabalhando juntos para transformar o saneamento em uma realidade acessível e sustentável para todos os brasileiros.

Moderado por Sérgio Gonçalves, secretário executivo da Aesbe, os palestrantes destacaram que grande parte das pessoas fora do sistema de saneamento básico são social e economicamente vulneráveis, vivendo em áreas de risco, comunidades isoladas ou favelas.

Juliana Almeida Dutra, diretora de projetos da Deep, enfatizou que cada estado tem realidades diferentes, e os projetos de engenharia precisam considerar as especificidades sociais dessas áreas, incluindo a continuidade do trabalho pós-implantação para garantir sustentabilidade e eficiência a longo prazo.

Eduardo Araújo, diretor de negócios da Engeform, abordou o impacto do financiamento e prazos no avanço da universalização. Ele destacou cases de sucesso onde o planejamento detalhado reduziu significativamente os custos de grandes obras de infraestrutura, demonstrando a importância de otimizar recursos.

Ricardo de Mattos, da Castilho Engenharia, ressaltou que o Brasil está atrasado em até 30 anos na meta de universalização e que será necessário um investimento estimado em R$ 509 bilhões para atingir os objetivos. 

A inovação foi considerada essencial para superar os desafios técnicos e financeiros. Foram mencionadas tecnologias para melhorar a eficiência operacional e otimizar o uso de recursos, como soluções para tratamento de esgoto em áreas remotas e tarifação social justa.

Roberval Tavares, diretor de Engenharia e Inovação da Sabesp, destacou a importância de levar água e saneamento às comunidades de baixa renda, mas com tarifas sociais justas, garantindo que a população compreenda a relação direta entre saneamento e saúde. Ele ressaltou a necessidade de educação e conscientização para promover a aceitação dos serviços.

Foi mencionado que 47% da população brasileira ainda não tem acesso à coleta e tratamento de esgoto. Municípios menores, especialmente os com menos de 10 mil habitantes, enfrentam desafios significativos, exigindo soluções específicas e parcerias estratégicas.

Painel:  Inovação e Transformação no Saneamento: Práticas disruptivas para alavancagem do negócio

No terceiro painel do Summit 2024 da ABES, realizado durante o PNQS 2024, líderes e especialistas debateram o papel da inovação e das práticas disruptivas para transformar o setor de saneamento no Brasil, destacando soluções tecnológicas que podem acelerar o processo de universalização e gerar valor para as empresas.

O presidente nacional da ABES, Marcel Costa Sanches, abriu o tema ressaltando os desafios do setor em cumprir os contratos de universalização até 2033, destacando a necessidade de investimentos robustos e a urgência de adotar tecnologias inovadoras como inteligência artificial. Ele enfatizou o papel da ABES na promoção da internacionalização do setor e no fortalecimento da colaboração entre empresas, fornecedores e reguladores, criando um ambiente de inovação contínua e sustentável.

Ariane Albuquerque, da Vita Ambiental, compartilhou exemplos práticos de soluções disruptivas já em aplicação, como o uso de hidrômetros inteligentes com tecnologia IoT para monitoramento remoto de dados e combate a perdas.

O Augusto Neto, CEO da Wil, apresentou o conceito de “uberização do saneamento”, propondo novas formas de prestação de serviços com maior flexibilidade e foco no cliente final, utilizando tecnologias como plataformas digitais e conectividade para revolucionar a operação e gestão.

Francisco Barnabeu, da Elliot, apresentou o conceito de “Operação 4.0”, projeto que transformou a atuação de fornecedores no setor. Essa transformação permitiu o desenvolvimento de um sistema avançado de gestão de infraestrutura, capaz de controlar todas as etapas do processo, desde outorga até captação, operando “de rio a rio”.

O Roberto Barbuti, presidente da Iguá, enfatizou a importância de parcerias estratégicas com fornecedores qualificados e o desenvolvimento de um mercado robusto para atender às demandas de universalização. As empresas foram desafiadas a buscar novas formas de colaboração e investir em soluções mais eficientes e acessíveis para a população, especialmente em áreas vulneráveis.

A inovação foi apresentada como ferramenta fundamental para equilibrar os investimentos necessários com a capacidade de pagar tarifas justas pela população.

Os projetos voltados para sustentabilidade, como automação e uso de inteligência artificial, visam não apenas aumentar a eficiência, mas também reduzir o impacto ambiental das operações. O painel reforçou que o futuro do saneamento no Brasil depende de práticas disruptivas e da adoção de tecnologias avançadas que transformem o setor. A colaboração entre empresas, fornecedores e reguladores será essencial para superar os desafios financeiros e operacionais, garantindo serviços de qualidade e acessíveis. A mensagem central foi clara: inovação não é apenas uma opção, mas a chave para a universalização sustentável.

Summit 2024

O Summit 2024 proporcionou um espaço único de discussão e aprendizado, reunindo iniciativas inspiradoras e soluções concretas para os principais desafios do saneamento no Brasil. 

O evento reforçou o compromisso da ABES em liderar o debate sobre inovação no setor de saneamento e preparar o Brasil para atender às exigências legais e climáticas com soluções tecnológicas e operacionais de ponta.

Universalização, inovação e sustentabilidade são principais temas doPrêmio Nacional de Qualidade em Saneamento 2024

Principais empresas públicas e privadas do setor tiveram experiências e boas práticas reconhecidas pela premiação

Rio de Janeiro, 4 de dezembro de 2024 – A cerimônia de premiação do Prêmio Nacional de Qualidade em Saneamento (PNQS) 2024 aconteceu na noite desta quarta-feira, no hotel Fairmont Copacabana. O evento reuniu as principais empresas públicas e privadas do setor de saneamento, assim como seus principais fornecedores, para destacar as melhores experiências e práticas na busca pela universalização do saneamento, na mitigação dos impactos das mudanças climáticas e na gestão eficiente e sustentável dos recursos naturais e hídricos.

Conhecido como o “Oscar do Saneamento”, o PNQS é promovido pela ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental). Ao longo dos três dias, os painéis apresentaram temas essenciais como inovação tecnológica e sustentabilidade ambiental, governança, liderança empresarial, excelência na gestão, evolução de processos e estratégias sustentáveis, entre outros. 

Durante a cerimônia de premiação, Samanta Souza, coordenadora do CNQA e Diretora de Relações Institucionais da Sabesp, celebrou a 27ª edição do prêmio. Ela destacou a trajetória das organizações ao longo dos últimos sete meses, incluindo treinamentos e avaliações feitas por especialistas. Samanta compartilhou sua experiência como coordenadora do Comitê desde março de 2021, ressaltando os desafios enfrentados, especialmente a atração de mais participantes em um contexto de mudanças trazidas pelo novo Marco Legal do Saneamento. “Há, neste momento, uma necessidade de integração sólida entre os setores público e privado para a evolução do setor e o alcance das metas de universalização do saneamento até 2033”, afirmou.

Marcel Costa Sanches, presidente nacional da ABES, destacou a importância do PNQS 2024 como um espaço de apoio e discussão estratégica para o setor de saneamento. Ele enfatizou a celebração das melhores práticas de gestão e o orgulho em reconhecer as empresas que se dedicam à avaliação e busca pela excelência. Marcel agradeceu à equipe da ABES e aos diretores pelo suporte na organização do evento, mencionando a relevância do trabalho conjunto para enfrentar os desafios do saneamento no Brasil.“Neste ano, temos cerca de 30 candidatas que passaram por um rigoroso processo de avaliação, mostrando que o compromisso com a excelência no saneamento é uma realidade”, concluiu.

Nesta edição, 30 organizações, incluindo operadores, áreas de apoio e fornecedores, foram avaliadas e reconhecidas em várias regiões do Brasil. As vencedoras foram:

Selo SQF ESG Nível B – 125 pontos

  • ​Troféu Quíron SQF ESG Cobre: Agência Reguladora de Saneamento do RS (AGESAN) e Zigurate Manutenção Suzano.

AMEGSA ESG Nível B – 125 pontos (Operadora e Apoio)

  • ​Troféu Quíron ESG Cobre: São Simão Saneamento Ambiental (operadora) e Sabesp – Superintendência de Engenharia Ambiental (apoio)

AMEGSA ESG Nível I – 250 pontos

  • ​Troféu Quíron ESG Bronze: SABESP (Capivari Jundiaí), SAMAR (Araçatuba), AEGEA (Campo verde e Águas do Rio), SANEAGO (Distrito de Luiziâna e Gerênca Regional de Inhumas).
  • Destaques em Gestão: IGUÁ Rio, Aegea Regional Espírito Santo, SANEAGO Superintendência de Operações do Interior

AMEGSA Nível I – 250 pontos (Apoio)

  • ​Destaque em Gestão “Compromisso com a Excelência ESG”: DESO GTRF – Gerência de Topografia e Regularização

AMEGSA ESG Nível II – 500 pontos (Operadora e Apoio)

  • ​Troféu Quíron ESG Ouro (operadora): SANASA, SABESP OP Itapetinga – Alto Paranapanema
  • Troféu Quíron ESG Prata (operadora): SANEAGO (Distrito de Inhumas e Distrito de Planaltina)
  • ​Destaque em Gestão “Rumo à Excelência ESG” (operadora): SANEAGO – Distrito de Uruaçu
  • ​Troféu Quíron ESG “Ouro” (apoio): DESO GCVQ – Gerência de Controle e Vigilância da Qualidade

AMEGSA Nível III – 1000 pontos

  • ​Troféu Quíron ESG Diamante: SABESP ON (Norte), AEGEA (Guariroba), Grupo Águas do Brasil (Juturnaíba e Niteroí)
  • ​Troféu Quíron ESG Platina: SABESP OC – Superintendência Centro
  • Destaque em Gestão: IGUÁ – Águas de Cuiabá

O PNQS também premiou Cases de Sucesso nas seguintes subcategorias:

  • IGS (Inovação da Gestão em Saneamento Ambiental)

Pessoas – “Sugestões UNOE: inovações para excelência em gestão”, COPASA/UNOE – Companhia de Saneamento de Minas Gerais 

ESG – “Jornada para eficiência: o inventário de GEE da Iguá”, Iguá Saneamento S.A.

Inteligência Artificial –  “Operação de Esgoto 4.0”, SABESP OCOE – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo

Gestão Avançada – “Monitoramento do apetite a riscos – diferencial estratégico”, COPASA SPCP – Companhia de Saneamento de Minas Gerais, 

  • PEOS (Prêmio da Eficiência Operacional em Saneamento Ambiental)

Operações de Água – “Automação no Monitoramento Hidrobiológico da Água –     FLOWCAM, SABESP OARS – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo

Perdas – “Pesquisa de vazamentos não visíveis para redução de perdas”, SANASA – Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A

Operações de Esgoto e Lodos – “Filtração de Efluentes: Mais Barato que Coar um Café”, SABESP OP – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo

  • PGA (Prêmio da Gestão de Ativos no Saneamento Ambiental)

Plantas e Redes – “Nivelamento de Poços de Visita e de Inspeção na SABESP”, SABESP OLMQ – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo

Processos do Ciclo de Vida – “Gestão colaborativa de patrimônio”, CAESB – Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal

Para este ciclo, o PNQS realizou avaliações de forma presencial, contando com 71 examinadores voluntários de todas as regiões do país. Receberam o troféu Examinador Destaque: Celia Yurikô Pereira de Souza, Douglas da Cruz Santos, Diego Santana e Daiane Donizeti Rabelo.

A Medalha Quíron, criada para homenagear pessoas que se destacaram no saneamento ambiental com participação decisiva na promoção, inovação, implementação e aperfeiçoamento na gestão da qualidade, foi entregue para Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo.

PNQS 2024

O Prêmio Nacional da Qualidade em Saneamento (PNQS) 2024, promovido pela ABES, foi realizado ao longo de três dias intensos (de 2 a 4 de dezembro), reunindo líderes, especialistas e profissionais do setor para discutir os principais desafios e oportunidades no caminho para a universalização do saneamento básico no Brasil. 

Ao longo de 27 edições, o PNQS avaliou a excelência da gestão de 845 organizações, sendo 441 reconhecidas como vencedoras do troféu Quíron e 190 reconhecidas como destaques em gestão.

Com palestras, painéis e premiações, o evento se consolidou como um marco de troca de experiências e impulsionador de soluções inovadoras. O PNQS reforça o papel da ABES como catalisador de debates e inovações no saneamento, promovendo a colaboração entre diferentes agentes para transformar o setor.

As discussões deste ano destacaram a necessidade de um esforço conjunto, com soluções práticas e sustentáveis para alcançar a universalização de forma eficiente e equitativa.

“Com grande sucesso, o PNQS 2024 reafirmou sua relevância como o principal evento do setor de saneamento no Brasil, unindo tecnologia, sustentabilidade e inclusão para moldar o futuro do saneamento básico no país”, afirmou Marcel Costa Sanches, presidente nacional da ABES. 

Segundo dia do PNQS 2024 aborda o futuro e o legado da água

Palestras, compartilhamento de experiências empresariais e anúncio dos cases vencedores foram destaque nesta terça-feira (3)

O segundo dia do Prêmio Nacional de Qualidade em Saneamento (PNQS) 2024 trouxe para os participantes uma programação intensa, iniciada pela palestra “Future Proof: A Água em um Mundo em Transformação”, ministrada pela futurista Daniela Klaiman, que abordou reflexões impactantes sobre o futuro da água e os desafios globais que moldarão os próximos anos.

A bióloga Daniela Gerdenits apresentou a palestra magna “Legado das Águas”, dividindo com a audiência a experiência de preservação e sustentabilidade da Reserva Legado das Águas Votorantim, um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica contínua do país, aliando negócios que geram riqueza e valor compartilhado e a gestão dos ativos ambientais. 

Ainda na parte da manhã, o painel “Pessoas e Processos” reuniu representantes de empresas participantes para compartilhar as melhores práticas e experiências de suas unidades. A SABESP trouxe processos internos através da Superintendência de Engenharia Ambiental e equipes de alto desempenho pela Superintendência Alto Paranapanema. O desempenho das equipes também foi tema da SANEAGO – Distrito de Planaltina.

Desenvolvimento de lideranças foi o assunto da AEGEA – Águas Guariroba e a Zigurate Manutenção Suzano tratou da estruturação e composição de equipes. Já a SAMAR – Soluções Ambientais de Araçatuba falou sobre o desenvolvimento de competências das pessoas.

Processos de fornecimento foram destacados pela a Aegea Regional 2 Espírito Santo e pela DESO GTRF – Gerência de Topografia e Regularização. O Grupo Águas do Brasil também falou sobre processos, representado pela Concessionária Águas de Niterói.

À tarde, o painel “Liderança e Estratégia” foi uma nova oportunidade para que as empresas participantes pudessem compartilhar suas experiências. A Concessionária Águas de Juturnaíba do Grupo Águas do Brasil, a São Simão Saneamento Ambiental, do Grupo Orbis, e a AGESAN – Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento do Rio Grande do Sul trouxeram o tema da governança. 

A Saneago, representada pela Gerência Regional Inhumas e pela Superintendência Regional de Operações do Interior, a AEGEA RJ – Águas do Rio e a SABESP OC – Superintendência Centro falaram sobre estratégias sustentáveis. 

Desenvolvimento da cultura foi o tema da DESO GCVQ – Gerência de Controle e Vigilância da Qualidade. 

O painel “Missão de Estudos Internacionais” reuniu os participantes da Missão de Estudos Califórnia e WEFTEC para uma discussão em torno da missão internacional de estudos que reuniu na Califórnia representantes de empresas como Sanasa, Águas de Juturnaíba, Saneago e Sabesp. A iniciativa, que integra a academia de liderança da ABES, teve como foco o desenvolvimento de lideranças, a ampliação do conhecimento e a aplicação prática de tendências globais em saneamento para o Brasil.

Foram também apresentadas as novidades para o ciclo 2025, como a inclusão das novas categorias “Excelência Regulação” e “Excelência Startups”. Dentro da categoria IGS, entrarão experiências em comunicação, segurança de informações, financeiro e suprimentos. Já na categoria PEOS, será adicionada a descarbonização. Entre os anúncios, há ainda o novo curso “Liderança Essencial para Gestores”, a publicação de um folder resumido com os critérios do prêmio, a simplificação dos processos SINP, descontos para elegibilidade antecipada e reformulação do site do PNQS. 

Fechando a programação do dia, foram anunciados os cases finalistas desta edição. Na categoria IGS (Inovação da Gestão em Saneamento Ambiental), concorrem 12 cases. Dez cases disputam a categoria PEOS (Prêmio da Eficiência Operacional em Saneamento Ambiental) e cinco cases concorrem na categoria PGA (Prêmio da Gestão de Ativos no Saneamento Ambiental). Os vencedores serão conhecidos na premiação final, na noite de 4 de dezembro.

Sobre o PNQS

O PNQS é reconhecido como uma das mais importantes premiações de qualidade em saneamento no Brasil, destacando empresas e iniciativas que se sobressaem em gestão, inovação e sustentabilidade. A edição de 2024 reforça o compromisso da ABES em promover a excelência no setor, incentivando a troca de experiências e a implementação de práticas que contribuam para a universalização e a melhoria dos serviços de saneamento no país.